sexta-feira, 12 de julho de 2013



TUA MÃO

Tua mão correu hoje na imaginação.
Andou sobre a fotografia.
Imaginou poesia.
Sei que sentiste tanta alegria.
Em me ver estampada ali.
Nunca te esqueci.
Nem me esqueceste.
A vida nos afastou.
Mas a mesma vida que um dia nos separou parece querer nos juntar.
Parece que gosta de nos ver a nos desejar.
Tua mão correu por sobre a tela fria.
Fria?
Mas o calor que isto te propicia.
Tua mão andou sobre meu busto que te agrada tanto.
Andou tanto e, no entanto...
E, no entanto, ficou vazia.
Porque por mais que desejemos muitos quilômetros nos distancia.

sonia delsin 

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