“ANJO E DEMÔNIO”
Era uma moça de
olhos mansos.
Tão meiga a voz. Manso o jeito.
Quando a música começava ela perdia
a mansuetude.
Um demônio
a incorporava.
Nervosamente ela dançava,
rodopiava.
O olhar terno
se encolerizava.
Todos diziam que era uma mulher muito
feia
que a tomava.
Era uma moça que em vez
de se amansar com uma canção,
virava um furacão.
sonia delsin

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