PORTA ABERTA
Às vezes penso:
Em que estação morrerei?
Ninguém sabe... não sei
...
Eu que nasci no inverno
Naqueles dias frios eu cheguei
Além de fria era uma noite chuvosa
Minha mãe diz que era uma noite daquelas...
Talvez eu morra na estação das flores belas
Talvez
É... talvez eu possa morrer na primavera
Enquanto desabrochar a mais bela das rosas em meu
jardim eu esteja indo
O infinito me espera
Sou parte dele
Ele é parte de mim
Não que eu deseje partir tão cedo
Mas da morte já não tenho medo
Ela é parte de nós
Sempre foi e sempre será
É porta para outra dimensão
É porta para a amplidão...
SONIA DELSIN

Nenhum comentário:
Postar um comentário