segunda-feira, 18 de março de 2013




DESCANSAR

No mais profundo
Talvez no lençol freático
Talvez eu deixe de ser este ser que estou sendo
(apático)
Ó, talvez!
Talvez eu seja a gota d´água que aguarda seu tempo
Tempo de chegar ao “mar”
Talvez eu só esteja precisando
(descansar)
No mais profundo
Que pretensão!
Um pouco afastada de tudo... de todos... do mundo


sonia delsin 

quarta-feira, 13 de março de 2013




ENXAME

É implacável o tempo
As lembranças estão em meio às brumas
As lembranças de uma menina
No nevoeiro a vejo se debatendo
Que loucura aquilo!
Ser picada por um enxame de abelhas
Guardo do tempo a sensação
Ruim, horrível, terrível
Mas passou
Somente a lembrança ficou

sonia delsin 



E CHEGOU A TEMPESTADE

A vida seguia mansa
Seguia na mansuetude
Quem diria que tudo mudaria?
Quem diria que a tempestade chegaria?
Quantos estragos ela fez! Quanta destruição!
Ficou arrasado o meu coração.
Pensei: A vida é isto. Superação, reconstrução.  


sonia desin 



TU ME DESMORONAS ASSIM

Tu me desmontas quando contas
Quando me contas de tuas dores
Dizes:
São dores curadas
Feridas cicatrizadas
Ainda assim tu contas
Penso que ainda doem
Penso que ainda existem no teu interior
Será que posso te curar com meu amor?

sonia delsin  



NAS ESTRELAS

Encontrei paz nas estrelas
Nas estrelas de teus olhos
Eu tinha sonhos de vidro
Vitrais coloridos
Olhos doridos

sonia delsin 



DEUS NOS FALA

Deus nos fala nos ventos
Ele segreda em nossos ouvidos
Ele nos fala
Ele nos mostra a beleza
A natureza
Ele está constantemente conversando conosco
Mas tantas vezes temos os ouvidos moucos
Somos loucos
Duma mansa loucura
Reclamamos
Como a vida é dura!
Duros somos nós
Duros, inflexíveis
E Deus insiste
Vai nos mostrando as cachoeiras
Parece nos dizer:
Não chores por besteiras
Ele nos mostra o sol a cada manhã
É como se dissesse:
Cada dia é novo
É um novo tempo para ti
Recomece
Ele não faz promessas
Ele simplesmente nos oferece a vida e as oportunidades
Nós é que temos que encontrar nossas verdades

sonia delsin  



ACERTOS DO INFINITO

Nunca mais nos veremos
Nunca mais
...
Ó, talvez!
Talvez o infinito providencie um encontro entre nós
Noutra época
Noutros dias
...
Imagino como será
Sob a lua dançaremos
Suspiraremos
E nos amaremos
Como antigamente
A vida segue em frente
Sigo
E espero acertos do infinito

sonia delsin  



VENTO SUL

Vinha o vento e me arrancava o chapéu
Embaraçava meus cabelos
Arrepiava meus pelos
...
Eu ia ao sabor do vento
Era só pensamento
Pensava
A vida é movimento
...
Vinha o vento sul
E me entristecia
Lembrança dolorosa me trazia
Daquele dia
Daquele dia
...
Não posso dizer que minha vida é vazia
Mas me falta,
Ó, como me faz falta!
aquele dia

sonia delsin  



O TREM DA VIDA...

Ó, trem!
Ó, Trem!
Ó, porta de vai e vem!
...
Vem o vento na janelinha
Eu me vejo menininha
A dizer a tchau
E me vejo mulher feita observando
... as pessoas
... as coisas
Incansável trem que se arrasta pelas estradas
Que para nas estações
E segue viagem
Somos assim... passagem

sonia delsin  



DESPEDIDA

Estou dizendo adeus a um horizonte que almejei
A uma estrela que não alcancei
A uma ilusão
...
Estou dizendo adeus aos teus olhos
Às tuas mãos
Estou dizendo adeus ao abraço que tanto esperei
Estou me despedindo do que imaginei

sonia delsin 

terça-feira, 12 de março de 2013




AINDA RIMAM

Ainda que doa
Ainda que rime com moa
Ainda que atordoa
Ah, ela amou tanto!
Houve tamanho pranto
Desencanto
...
Tudo morreu e outro amor nasceu
Floresceu
Também morreu
...
Ainda assim ela continua rimando
Encontrou outro
E o passado está morto

sonia delsin 



SECA FLOR

Secou
Veio o vento
Veio o tormento
No jardim da vida
Veio a neve
Foi tão curto seu viver
Tão breve

sonia delsin  



LAREIRAS ACESAS

Não quero ruas vazias
Noites frias
Não quero a inutilidade das coisas...
Quero lareiras acesas
Vinhos espumantes
Quero a vida como dantes

sonia delsin 



CAÍ NOS TEUS BRAÇOS

ia pela vida
a esmo
caí nos teus braços
vieram os laços
eu me pergunto tantas vezes
o sentido de nossos passos...

sonia delsin 



ÀS VEZES

às vezes eu penso em ti como meu porto seguro
às vezes penso como chegada
e chego a pensar como partida
penso no estranho da vida
que nos oferece flores
dores
amores
às vezes eu penso que estás chegando para mim
outras vezes penso que vais partir de mim

sonia delsin  

segunda-feira, 11 de março de 2013




VEZ EM QUANDO

Vez em quando eu ouço a tua voz
Ela vem de tão longe
Atravessa o infinito
...
Vez em quando eu vejo teu sorriso
É tão bonito
...
Vez em quando sinto teu abraço
Dou um passo
E vou ao teu encontro
Vez em quando desencontro
...
Vez em quando tu somes
Eu sumo
Vez em quando eu assumo
que  te amo
...
Vez em quando nada
Tudo
...
Vez em quando
Morte
Vida
Se estou desiludida?
Não
Estou aprendendo
Apenas isso: aprendendo

sonia delsin